cantar, cantar pra dentro
cantar o meu tormento que parece não ter fim
se chego ao fim parece uma chegada
uma nova estrada pra dentro de mim
sentir é pranto, nuvem mais escura
cai no meu canto a falta de amor
fico isolado, lado do sem jeito
o lado do peito, o corte, o coração
mais que de lado, já não sei ao certo
se cheguei no centro desse furacão
abro a camisa, vento no meu peito
corpo que anuncia uma nova estação
se a chuva cai, leve em sua calma
lava minha alma seca do Sertão
sei que o caminho agora não tem volta
porque escolhas são o que se quer
não cruzo a linha vermelha por nada
só quero que você seja feliz
se o mal-me-quer é a pétala que falta
vai, segue em frente sem olhar pra trás
escolho ser quem não invade o espaço
da minha metade, para nunca mais
por isso eu fiz essa sinfonia
que marca o dia do adeus
não tem concerto nem cantoria
pauto a minha vida agora sem você
só sei sentir, talvez demais
entrar num mar aberto
Agora eu sou, agora eu sei
O que amei de perto
só sei sentir, talvez demais
entrei no mar aberto
Agora eu sou, agora eu sei
O que é amar de perto
Nota - Começou como um poema, mas virou canção. Não resisti em trazer Beethoven (mestre que parece ter tocado as estrelas) com o tema da Nona Sinfonia, com uma sutil alteração modal e realizar o refrão com o prelúdio em Sol para cello de Bach (gênio imortal). E quando digo "fiz essa sinfonia", aborda o conceito do grego de sons juntos. Assim, juntei esses temas eternos no arranjo.
(Inspirada no longa metragem de Matheus Augusto, "Nosso Mundo Meu")
Link para a composição musical sobre a letra.