cantar, cantar pra dentro
cantar o meu tormento que parece não ter fim
se chego ao fim parece uma chagada
uma nova estrada pra dentro de mim
sentir é pranto, nuvem mais escura
cai no meu canto a falta de amor
fico isolado, lado do sem jeito
o lado do peito, o corte, o coração
mais que de lado, já não sei ao certo
se cheguei no centro desse furacão
abro a camisa, vento no meu peito
corpo que anuncia uma nova estação
se a chuva cai, leve em sua calma
lava minha alma seca do Sertão
sei que o caminho agora não tem volta
porque escolhas são o que se quer
não cruzo a linha vermelha por nada
só quero que você seja feliz
se o mal me quer é a pétala que falta
vai, segue em frente sem olhar pra trás
escolho ser quem não invade o espaço
da minha metade, para nunca mais
por isso eu fiz essa sinfonia
que marca o dia do adeus
não tem concerto nem cantoria
pauto a minha vida agora sem você
só sei sentir, talvez demais
entrar num mar aberto
Agora eu sou, agora eu sei
O que amei de perto
só sei sentir, talvez demais
entrei no mar aberto
Agora eu sou, agora eu sei
O que é amar de perto
