quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Como dois e dois

 


preciso equacionar minha vida

buscar a matemática, ao invés de me quebrar em pensamentos

do Zéfiro ao infinito, encontrar um teorema

que me dê melhores estimativas que esta mera tabuada de dias seguidos


preciso reaprender a somar os bons momentos

subtrair os que foram indesejáveis

dividir as alegrias

mesmo que em muitas investidas tenha eu igualado a zero


guardar segredos em nova matriz

encontrar a raiz dos problemas mal resolvidos

encontrar os valores incógnitos, quer sejam mais ou sejam menos


quem sabe eu encontre um caminho periódico, que não se repete

mesmo em companhia dos pares, dos primos


mesmo multiplicando as incertezas

vou rabiscar mil cálculos de pedras preciosas

formando colares e terços infindos

rabiscar mil palavras, poemas diversos

na areia da praia, esperando o apagar das ondas marinhas

a me dizer: era apenas risco na areia, no mar, nada






2 comentários:

Anônimo disse...

Nada é por acaso, às vezes é necessário maturidade para perdoar e viver o que deve ser vivido ... A vida, o amor... não são como equações exatas .. mas se desprenda...é verdadeiro até o último suspiro daquela que vive pensando no que não foi alcançado... você .

João Omar disse...

o que deve ser vivido, senão o que às vezes é uma estrutura presente sustentada por nossa balança moral e ética, não importando o que isso nos cause por dentro? Esse jogo de causa e efeito que nos traz tantos contratempos, como se não soubéssemos entrar no tempo dessa dança... Sobreviver talvez seja a regra que nos faz viver em qualquer condição. Principalmente nas que nos põe incompletos...