domingo, 15 de maio de 2011

Atemporal - Poema



Jamais saberá que beijei suas letras, que beijei o seu nome... como se tivesse beijado suas mãos, seu gesto. Jamais saberá porque nunca mais ela encontrará meus lábios, meu gesto puro em curvar-me sobre aquele nome belo, tocar  na superfície plana, com a cor imaginada, o cheiro de madeira das páginas daquele livro novo...  porque agora tudo jaz na estante. E depois, muito depois, se reaberto o livro, só haverá palavras vazias de sentido...

3 comentários:

Anônimo disse...

As palavras de um livro nunca serão vazias de sentido, posto que escritas com emoção, tanta emoção que pode até ser interpretada com confusão, incompreensão, inexatidão, por quem nunca viveu uma grande paixão. Mas basta a razão para entender e o perdão para prosseguir, já que foi escolhida uma opção por quem está com o livro na mão.
Mesmo sem livro, sem tocar as paginas macias, sem sentir o cheiro, depois de lido, de vivido as palavras, por mais truncadas, haverá sempre recordação, boa ou não, pois nenhuma paixão é vivida em vão, mesmo para os que, talvez um dia, saberão.

Isa Aguiar disse...

caramba, parabéns aki, muito lindo!
Tocou bem fundo, essa sensação que temos tantas vezes, de saber que algo ou alguém passou e ainda deixa saudades...

Anônimo disse...

João, lindo poema. Por favor,atualize o blog!!

Abraço!