quarta-feira, 8 de abril de 2026

Volare

 



todo voo é queda que se deixa demorar no abraço dos ventos...
embaixo miro as águias, plenas de planura e imensidão.
voos que vão longe, que olham longas distâncias.

um voo longo pousou em meus ombros
com garras rapinas e apertos ferinos.
vindo de tão longe para Arrancar-me a alma serena.
e sem saber se é alegria ou tristeza,
se é perda ou ventura o alçar que ascende o pobre homem
que abismado pensa tolo estar voando...

não sabe que adormecido caiu
perdeu-se no tempo, nos dias,
bem mais que nos 10 anos.
dormiu e deu asas ao seu pesado sono, apenas...

Nenhum comentário: