bem mais perto, logo à porta
o que se abre, incerto e imenso
pra mais uma vez eu entrar nesse mundo revirado
sem apoio que me acompanhe
para me equilibrar nessa correnteza
é preciso ser forte para se estar só
é preciso ter coragem para dividir a vida com alguém
a coragem de arriscar quando a única certeza
é que se tornará vulnerável
justamente por entender que há limites
que ora são passagens, ora simplesmente pontes intransponíveis
olho meu caminho com a medida do tempo
por isso espero, antes de qualquer movimento
que me lance em mar aberto, antes de voltar ao centro
não se sabe o que virá
não se sabe como será
por enquanto, apenas essa vontade
que me retorna, que me cobra a existência
por enquanto, ausência
talvez veleidades