domingo, 23 de fevereiro de 2014

Das coisas






preciso crer no que guardo
mesmo que a permanente força da clausura
insista em tempos maiores
como se fosse possível dar-lhe uma medida
fragilizar sua existência
com a solidez que lhe põe em ruínas
lhe atrita com a brisa e a tempestade
até ser o que era antes do despertar do mundo
até transformar-se em si mesmo



2 comentários:

Angélica Vieira disse...

Que belo!

Marcela disse...

Lindo, lindo, lindo...