Braços Soltos
desistir, experiência difícil
quando parece pertencer ao seu caminho
esta essência oculta e inviolável
que sobrevive por si só, no desalinho
presente, não sei de que forma
sem razão e sem cabimento
mas sempre lá
no incerto em que se esconde
e se revela em algum momento
difícil é explicar ao corpo
encontrar um argumento
quando existe e sente
sem de fato estar presente
permitir, talvez
como se fosse uma desistência
apenas não buscar, nem lutar
se render e deixar os braços soltos...
não se importar com o tempo
nem com toda essa construção de mundo
repleta de costumes rasos, toscos
ora belos ou feios, meros, medianos
tanto faz...
talvez não faça diferença entre o vale e o monte
entre o sol e a sombra
pois a natureza é sempre maior que qualquer drama humano
ela tem todo o tempo do mundo
e estará sempre ali...
braços soltos...
olhos fechados e um vento no rosto...
um sorriso leve...
desistir?
não.
apenas guardar, com todo cuidado
e fingir não saber como pode ser encontrado...

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