não sei como tirar de mim aquele olhar
que ainda me acompanha, que ressurge silente
na pausa de momentos quietos
nem sei por que permanece
se os dias correm em um momento
noutros andam lentamente
e me fazem perceber a calma que a natureza tem
como se me perguntasse, o que ando fazendo?
ela me ensina que todo movimento tem um retorno
um oscilar que move o coração da vida
que por mais que se disperse
não se acaba, não se finda
e sei que mesmo fragmentado meu sentimento
o pó de meus amores, minhas dores, se torna nuvem
e de vez em quando, quando menos espero
cai suave chuva em meu rosto
é quando olho para cima
e não sei se trago um sorriso ou um choro
só sei que neste instante em que a saudade aflora
me demora...
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